90% do gado foi levado pelo rio, estima coordenador da Defesa Civil de Rolante

6 de janeiro de 2017

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Foto: Felipe Daroit 
rompimento de um açude, na noite de quinta-feira, provocou estragos históricos em Rolante, no Vale do Paranhana. Corpo de Bombeiros Voluntários e Defesa Civil ainda calculam os prejuízos, mas o levantamento preliminar feito na madrugada desta sexta pelo coordenador das duas entidades, Leandro Gottschalk, é trágico. 
Além de terem ficado ilhados, já que o acesso à cidade foi bloqueado, diversos moradores perderam tudo, inclusive as próprias casas. Cerca de 300 famílias tiveram que sair de casa, mas não há registro de desaparecidos ou vítimas. Os prejuízos afetam, também, a indústria, sendo que o setor calçadista é a base da economia do município de 20,8 mil habitantes, e a produção rural.
— Na agricultura, é praticamente incalculável o tamanho do prejuízo, mas podemos praticamente assegurar que 90% do rebanho do gado leiteiro e de corte foram todos levados pelo rio. Morreram, com certeza — estimou Gottschalk em entrevista ao programa Madrugada Gaúcha.

— Alto Rolante é uma localidade industrial, que tem muitas empresas de médio e grande porte. Houve empresas que praticamente perderam todo o seu patrimônio com essa enxurrada — acrescentou ele.
Nas palavras do coordenador da Defesa Civil, a água atingiu locais que “nem nas piores enchentes” havia chego. Isso porque, após uma chuvarada localizada, que começou por volta das 16h de quinta-feira e chegou ao ápice às 21h, a água do açude transbordou o Rio Mascarada, que banha a localidade de mesmo nome no interior do município, para depois encher o Rio Rolante.
A enchente corroeu estradas vicinais, obras de artes e pontes. A ERS-239, principal rodovia de acesso à Rolante, foi danificada em vários pontos, sendo que a entrada da cidade está inundada. 
— Neste momento não dá para entrar em Rolante — disse Gottschalk, pouco depois das 4h desta sexta-feira.
Quanto à extensão da enxurrada para outros municípios, o coordenador acredita que não será grave. Segundo ele, as águas descem o Vale do Paranhana, de São Francisco de Paulo até até Rolante, com uma velocidade acentuada devido à declividade do terreno, causando estragos no município. O que não acontece de Rolante em diante, já que o “rio acaba perdendo velocidade e energia”.(Zero Hora)

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