ADMINISTRADOR DA SANTA CASA DIZ NA CÂMARA DE VEREADORES QUE NÃO EXISTE CAIXA PRETA NO HOSPITAL

17 de junho de 2016

Foto:Diário da Fronteira

O diretor administrativo do Hospital da Santa Casa de Caridade de Uruguaiana se negou a comentar uma nota publicada pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul que denuncia a falta de materiais básicos para procedimentos médicos na instituição. Geovane Cravo esteve na reunião ordinária da Câmara de Vereadores realizada quarta-feira (15) a convite da Comissão de Serviços Municipais que aceitou a sugestão do vereador Egídio Carvalho (Rede) para esclarecer as denúncias publicadas em uma nota pelo Simers, assinada pelo presidente da entidade Paulo de Argollo Mendes e pelo delegado regional Oscar de Medeiros Blanco, que não compareceram ao encontro. O diretor-administrativo da Santa Casa fez questão de ressaltar que a Santa Casa de Caridade de Uruguaiana não passa por tanta carência como diz a nota do Simers, mesmo assim, admitiu algumas dificuldades pontuais provocadas pelo não envio de repasses pelo governo de verbas as quais o hospital tem direito de receber mensalmente. Geovane Cravo ressaltou que isso também vem afetando a folha de pagamento dos médicos e funcionários da Santa Casa, assim como a compra de medicamentos e até mesmo de materiais utilizados pelos médicos. Admitiu que algumas marcas de remédios são trocadas por produtos similares, sem prejudicar o tratamento do paciente. Em relação a nota do Simers ele fez questão de frisar que não iria fazer nenhuma consideração mais a respeito. Portanto, segundo ele, não existe uma caixa preta no hospital, pois nada se esconde da comunidade enfatizou.


SALÁRIOS


Durante sua estada na Câmara de Vereadores o administrador Geovane Cravo se manifestou sobre a divulgação dos salários dele e de outros funcionários pelas redes sociais. Ele disse que a publicação gerou manifestações de desconfiança “maldosa” de “alguns”, sem citar nomes. Mesmo assim, fez questão de revelar que o salário bruto dele hoje anda em torno de R$ 15 mil, devido à incorporação de dissídios e também de comissões sobre produtividade. Ele desmentiu que o salário do assessor de imprensa seja R$ 4 mil, conforme divulgado pelas redes sociais. Na verdade o assessor ganha R$ 1.500,00, revelou. Geovane Cravo disse ainda que a folha de pagamento da direção do hospital passou pelo crivo do Ministério Público Estadual sem que fossem constatados quaisquer indícios de irregularidades. Portanto, o salário do administrador é compatível com o exercício da função, bem como adequado com a formação, entendeu o Ministério Público. Cravo fez questão de ressaltar aos vereadores que a Santa Casa de Caridade é uma instituição privada, portanto, tem total liberdade de definir valores a serem pagos aos profissionais contratados, cabendo a provedoria do hospital estabelecer os critérios para que esse processo seja definido.(Diário da Fronteira)

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