Brasil ocupa a 79ª posição em ranking mundial sobre a corrupção

25 de janeiro de 2017

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Foto: Reprodução
O Brasil fechou o ano passado em 79º lugar entre 176 países em um ranking sobre a percepção da corrupção no mundo divulgado nesta quarta-feira (25) pela Transparência Internacional. Além do Brasil, estão empatados em 79º lugar Bielorrússia, China e Índia.
O ranking leva em consideração a percepção que a população tem sobre a corrupção entre servidores públicos e políticos. Quanto melhor um país está situado no ranking, menor é a percepção da corrupção por seus cidadãos.
A pontuação do ranking vai de 0 (extremamente corrupto) a 100 (muito transparente). Segundo o estudo da Transparência Internacional, o índice brasileiro em 2016 é 40 – dois pontos a mais do que em 2015, quando foi 38. Apesar da melhora na pontuação, em 2016, o Brasil caiu três posições em comparação com 2015.
Para a entidade, a posição do Brasil no ranking caiu “significativamente” nos últimos anos devido aos escândalos de corrupção que envolvem políticos e empresários, como os revelados pelas investigações da Operação Lava-Jato. “Apesar disso, o País mostrou neste ano (2016) que, através do trabalho independente de organismos responsáveis pela aplicação da lei, é possível responsabilizar publicamente aqueles antes considerados intocáveis”, diz a entidade.
Ranking
Os países que lideram o ranking são Dinamarca e Nova Zelândia, com índice de transparência de 90. Entre os cinco países mais bem avaliados também estão Finlândia (com 89 pontos), Suécia (com 88) e Suíça (com 86 pontos).
A entidade destaca que, embora nenhum país esteja livre de corrupção, os países mais bem avaliados no ranking “compartilham características de governo aberto, liberdade de imprensa, liberdades civis e sistemas judiciais independentes”.
De acordo com o ranking da Transparência Internacional, a Somália, com 10 pontos no ranking, é o país com maior percepção de corrupção dentre as nações analisadas. O país africano ocupa a última posição no ranking pelo décimo ano consecutivo.
Em um comunicado, a Transparência Internacional cita que 69% dos 176 países analisados no estudo tiveram pontuação menor que 50. Isso, segundo a entidade, expõe “quão universal e sólida é a corrupção do setor público em todo mundo”. “Neste ano mais países caíram no índice do que melhoraram, mostrando a necessidade de ação urgente”, afirma o relatório.
Ao citar exemplos de casos de corrupção nos últimos anos, a Transparência Internacional aponta o escândalo da Petrobras, investigado pela Operação Lava-Jato; os escândalos que levaram à queda e à fuga do ex-presidente da Ucrânia Viktor Yanukovych em 2014; e escândalos de corrupção na Fifa, que investigam, entre outros pontos, a compra de votos na escolha de sedes da Copa do Mundo. (O SUL)

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