Com gols de Valdívia e Paulão, Inter vence Atlético-PR em casa

23 de agosto de 2015

Com uma atuação convincente no Beira-Rio, o Inter bateu o Atlético-PR por 2 a 0,  subiu para a 10ª colocação no Campeonato Brasileiro e está a cinco pontos do G-4. O 2 a 0 acabou sendo um placar injusto, pois, pela produção e chances de gol que desperdiçou, o Inter poderia ter goleado os paranaenses. Com Argel Fucks no comando da equipe, já são duas vitórias e um empate. Com o público desse domingo, o Inter passou a marca dos 700 mil torcedores nas suas 27 partidas da temporada em casa.

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O Inter de Argel não quis saber se o jogo estava começando, se as peças ainda estavam se encontrando em campo ou não. Partiu para cima e fez o 1 a 0 logo aos três minutos. Foi assim: D’Alessandro recebeu uma falta no meio-campo. Assim que se reergueu, enxergou Valdívia na área com apenas um marcador. E lançou no pé do cabeludo da camisa 29. Valdívia cortou para dentro e bateu, vencendo Weverton.

Relembre os lances da partida
A partir do 1 a 0, surgiu no Beira-Rio um Inter enérgico e veloz, como poucas vezes foi visto na temporada. Léo, Vitinho, Sasha e Valdívia faziam um rodízio de passes e de ataques sobre a defesa paranaense. Em nove minutos, além do gol, o Inter já tinha dois chutes para difíceis defesas de Weverton, um de Vitinho, outro de Valdívia.
Mas havia uma dúvida no ar do Beira-Rio: o Inter conseguiria manter a intensidade? A pressão dos primeiros minutos até que foi reduzida, mas a movimentação e a troca de passes do Inter era tão melhor que a do Atlético, que o controle do jogo seguiu com o time de Argel Fucks — esse, desistiu do glamour do terno grafite logo após o gol de Valdívia e passou a jogar com a equipe, na área técnica.

Se no primeiro turno o Atlético-PR recebeu um Inter misto e se aproveitou disso para golear, dessa vez, foram os paranaenses que preservaram alguns jogadores, pensando na Copa Sul-Americana. Walter e Marcos Guilherme, as referências técnicas da equipe, ficaram no banco.
O Inter buscava o segundo gol, que emprestaria mais justiça ao placar, mas um ressabiado Atlético-PR tratou de se proteger mais. Aos 41, a primeira defesa de Alisson, em chute rasteiro e de fora da área de Bruno Mota. 
Na segunda etapa, Milton Mendes colocou o veloz Marcos Guilherme em cima de Geferson. Ernando trocou de lado para auxiliar na contenção. O Inter seguiu melhor no jogo e, aos cinco minutos, Vitinho invadiu a área e foi derrubado. Pênalti. D’Alessandro, ansioso para marcar e homenagear o filho recém-nascido, Gonzalo, cobrou e Weverton defendeu no canto direito.
D’Alessandro murchou ao perder o pênalti — o seu terceiro em 2015. E o Atlético-PR tentou crescer. Ato contínuo, Walter foi a campo, no lugar do lateral Bruno Pereirinha. Com a mudança paranaense, o Inter passou por alguns momentos de instabilidade.
Ainda assim, com uma defesa bem posicionada, conseguiu evitar maiores riscos e seguiu buscando o segundo gol. Vitinho, aos 17, por pouco não ampliou, bem como Léo, que teve uma boa chance na sequência. Para completar, Sasha acertou um chutaço. Na trave.

O destino estava sendo cruel com o Inter. A pressão pelo placar de apenas 1 a 0 chegou ao fim aos 24 minutos. D’Alessandro cobrou escanteio, Dourado desviou de cabeça e Paulão, inspirado em Juan, surgiu às costas da zaga e desviou do goleiro.
O 2 a 0 parecia consolidado. Com Alex em campo, o Inter seguiu tendo o controle do meio-campo e dos contra-ataques, além de quase não correu riscos na defesa. Ao final, Walter ainda tentou descontar, mas Alisson defendeu. Com Argel, o Inter parece estar encontrando o seu lugar no mundo uma vez mais.

Fonte: Zero Hora

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