Com mais de 700 pessoas, II Seminário A Voz do Campo supera expectativas

16 de agosto de 2015

Mais de 700 pessoas participaram do II Seminário A Voz do Campo que se iniciou no dia 10 de agosto no Hotel Wish Serrano, em Gramado (RS). Foram três dias de palestras, informações técnicas, feiras, debates, relacionamento e projeções de mercado. 





O evento começou no dia 10 de agosto, às 14h, e terminou no dia 12 de agosto ao meio dia, e teve como tema a sucessão familiar.


O Senador Ronaldo Caiado abriu o evento às 13h30min com a palestra “O atual do agro na política brasileira”. Caiado afirmou que uma das próximas reviravoltas da agricultura será na pecuária. “Gostaria que a Voz do Campo anotasse isso: esta será o ano da pecuária”, afirmou o senador. Caiado pediu cautela para os produtores, “Não vamos nos endividar, e eu me incluo nesta conta. O momento é de cautela. O Brasil passa por uma crise de credibilidade. O cenário político vai influenciar o agronegócio, a sociedade não quer ser enganada, iludida” comenta o senador.
Logo após José Ruedell, diretor da CCGL falou sobre os 30 anos de Plantio Direto e confirmou, “A palha é o combustível do plantio direto, sem a palha o sistema não funciona. Uma atenção que o produtor deve ter hoje é com a descompactação do solo por meio da tecnologia da agricultura de precisão. Isto é manejo de fertilidade,temos uma nova revolução no plantio direto vindo”, afirmou Ruedell.


As 14h o painel sobre “Biotencologia e Germoplasma”, participaram Rodrigo Santos, presidente da Monsanto, Santiago Schiappacasse, diretor executivo da Don Mario, Herman Fortes da Nidera e Andre Abreu da Bayer. O mediador Doutor Ricardo Alfonsin, advogado presidente da comissão especial de direito agrário e do agronegócio da OAB do Rio Grande do Sul, afirmou que a produtividade média no Rio Grande do Sul é de 50 sacos por hectare. O presidente da Monsanto, Rodrigo Santos comenta, “Poucos imaginam o quanto tem de tecnologia dentro de uma semente, acreditamos que o Brasil pode ser o grande celeiro sustentável do mundo. O manejo continuará sendo um dos fatores fundamentais”. Já Antonio Sartori, mediador do painel afirmou que o Brasil vai importar até 2024, 112 toneladas de soja nos próximos 10 anos, só a China importará 1 bilhão de toneladas de soja do Brasil.


O painel que levou o título tema do evento foi as 16h do dia 10 de agosto, com  Flávio Cazarolli, sobre a “Inserção das Novas Gerações das Sociedades Familiares”, Cazarolli explica que “O herdeiro é uma fato na família. O sucessor é preciso ser construído”.


O engenheiro agrônomo Cilotér Irribarém, da empresa Safras e Cifras, falou sobre a “Sucessão nas empresas rurais: desafios e soluções para a segunda geração”. Irribarém comenta “É fundamental que ocorra preparação para a segunda geração trabalhar em sociedade”. Ciloter vai além, “muitas empresas terminam na segunda geração porque a sociedade não se escolheu livremente, quando tratamos de sucessão familiar em empresas rurais, a situação é bem mais complexa, pois o maior valor do patrimônio é a terra. Esse patrimônio é muito difícil de dividir entre os herdeiros, devido a suas peculiaridades de estrutura de produção”.


Já o João Augusto Nardes, presidente do Tribunal de Contas da União falou sobre o seu livro, “Governança Pública”. Nardes falou sobre a importância do agronegócio para o país. “O agronegócio tem alta relevância para a segurança alimentar, a balança comercial e empregos. Só o PIB do agronegócio movimentou cerca de R$1,17 tri em 2014, cerca de 22,54% do PIB nacional”, afirmou o presidente.


Após a palestra do presidente do TCU houve a abertura com diversas autoridades locais, regionais e estaduais. O apresentador do programa e idealizador do Seminário, Marcelo Brum prestou homenagem aos colaboradores que ajudaram a organizar o evento, Antonio Sartori e Martiniano Costa Bebber.
Terça técnica


Na terça-feira, dia 11 de agosto, o evento teve palestras técnicas, começando, às 8h, com o tema: “A tecnologia da informação a serviço da agricultura”, com José Henrique Debastiani Andreis, da PBA Software. As 8h30min o painel “O Agronegócio do futuro” com Paulo Carvalho, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Consultor da FAO, Davi Teixeira do Serviço de Inteligência em Agronegócios – SIA.


Em seguida aconteceu a plenária “Como podemos sair lucrando com as novas exigências globais?” com Luciano Sperotto Terra, presidente da Associação Brasileira de Hereford e Braford e Ivo Melo do Instituto Riograndense do Arroz – Irga. As 10h20min, o produtor e economista Paulo Nicola falou sobre o seu livro “A Lógica da Economia Rural”, todo o valor das vendas do livro foi revertido para a instituição Lar de Meninos e Meninas 
de Santiago (RS).


Um dos pontos altos da terça técnica, foi o painel com os engenheiros agrônomos e professores Ricardo Balardin e Carlos Forcelini, da Universidade Federal de Santa Maria e Universidade de Passo Fundo, respectivamente. Eles falaram sobre Doenças de Plantas. Carlos Forcelini alerta que “O problema é que as doenças vem aumentando de intensidade, e as doenças também e os fungicidas que existem no mercado muitas vezes tem diminuído a sua eficácia. O que tem gerado um descompasso. O problema aumentou e a capacidade dos produtos diminuiu. Para solucionar isso o produtor precisa saber quais os produtos são efetivos, temos no mercado cinco produtos com eficácia, e é muito importante que ele use junto com este fungicida um protetor, que é um grupo de produto antigo em outras culturas, mas são novas na soja que foram trazidos para serem usados como mistura com este produto”.


Forcelini ainda falou que para a próxima safra existe previsão de ferrugem, com bastante intensidade, não se sabe o nível ainda, indica aplicação cedo de proteção química, ou seja, ainda na fase vegetativa da planta na cultura da soja, antes do fechamento das entrelinhas, é importante trabalhar com no mínimo três aplicações de defensivos, dependendo do caso até quatro. “Atualmente consideramos um intervalo seguro de aplicações entre 15 a 18 dias”.


Balardin explicou para os participantes a importância do manejo, e das variedades e salienta os riscos que irá se correr para a próxima safra. “Teremos um aumento na pressão do inóculo, tanto de ferrugem quanto de mancha foliar, precisaremos antecipar os controles químicos, este ano será um ano de muita chuva e calor, portanto a planta vai crescer.” O professor vai além “Arranje as plantas de uma forma que quando você for fazer as primeiras aplicações ainda tenha condições de aplicações de produto”.


Logo após foram abordados os temas doenças de plantas, apresentação do projeto soja 6000, o desafio de plantar soja na várzea, manejo para altas produtividades e fertilidade do solo. As 18h o médico oncologista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS-RS), Gilberto Schwartsmann.


No dia 12 de agosto os trabalhos começaram com o secretário de agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, Ernani Polo, que irá apresentar os projetos de solos e água. Outro painel muito aplaudido foi com o representante do USDA – United States Department of Agriculture no II Seminário A Voz do Campo, Mr. Nicolas Rubio, no dia 12 de agosto às 8h30min.


O USDA está representado no Brasil através de três escritórios, dois em Brasília – na Embaixada Americana, e um em São Paulo.  Mr. Nicolas é formado em economia pela Universidade da Flórida, e está locado em Brasília, está focado no mercado de soja e algodão e também em políticas de biotecnologia e participou do painel sobre mercado, junto com Antonio Sartori, da Brasoja Agro Corretora, Brandon Crozier, presidente da Nidera para América Latina, Alexandre Barbosa, superintendente do banco Sicredi e Marcelo Portugal, professor e economista.


“É uma satisfação e um grande desafio organizar o II Seminário A Voz do Campo, pois temos como compromisso levar além de informação, conhecimento ao produtor rural. Sabemos que hoje em dia a sucessão familiar nas propriedades é uma constante, e trazendo a família do agro para este evento geraremos valor e transmitiremos este conhecimento que tanto prezamos para todos. Esperamos todos em agosto de 2016!”, comemora o coordenador geral do evento, Marcelo Brum.

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