Com reservas, Inter vence o Joinville fora de casa e se recupera no Brasileirão

13 de julho de 2015

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Foi preciso que o presidente Vitorio Piffero declarasse que o Inter abdicava momentaneamente do Brasileirão para dar valor maior à Libertadores para que o grupo de Diego Aguirre conquistasse os primeiros três pontos fora de casa. 


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E, por ironia, a vitória veio a partir da mescla de reservas, jogadores recém saídos do departamento médico e outros em busca de afirmação com o uruguaio. Pois com gols de Réver e Vitinho, de pênalti, o Inter sobe na tabela e espanta por hora o flerte com o Z-4 do Brasileirão.


É fato que o grupo do Joinville, completo, não faria frente aos suplentes de Diego Aguirre. Mas os catarinenses, logo cedo na partida, tentaram levar perigo ao gol de Muriel. Kempes e Lucas Crispim buscavam dar intensidade ao ataque catarinense, em jogadas pelo meio, mas esbarravam na bem posicionada dupla Nico Freitas e Nilton. 


Fechado, o Inter tentava se aproveitar da qualidade da armação de Anderson e a velocidade de Vitinho e de Taiberson. Logo aos 10 minutos, Anderson, de primeira, colocou Vitinho para correr. O atacante entrou na área, ficou cara a cara com Agenor, mas bateu rasteiro, para fora. 


Com 28, Vitinho tentou mais uma vez. De fora da área, o chute assustou o ex-goleiro do Inter. O primeiro gol colorado saiu de uma bola parada. Aos 32, Vitinho cobrou o escanteio, Réver subiu mais que os zagueiros do Joinville e testou para a rede. O Joinville assustou 10 minutos depois. 


No cruzamento da direita, a zaga do Inter falhou e a bola sobrou para Kempes. Após um bate e rebate, Douglas Silva tentou o chute, mas Réver bloqueou a chance de empate na Arena Joinville. 


No minuto final do primeiro tempo, o árbitro Francisco Carlos Nascimento, muito mal na partida, marcou pênalti a favor do Inter em um lance duvidoso, uma bola prensada fora da área, envolvendo Taiberson. Vitinho cobrou, ampliou o placar e o Inter praticamente definiu a partida.


— Todo mundo viu que foi na bola. Falha crucial do árbitro. O juiz nos complicou, todo mundo viu — esbravejou o zagueiro Douglas Silva, do Joinville, ao final do primeiro tempo.


Com o 2 a 0 no placar, Diego Aguirre viu-se em uma posição confortável para pensar na Libertadores e testar Eduardo Sasha como a referência no ataque. O atacante entrou na vaga de Rafael Moura após mais de 40 dias longe dos gramados devido a uma correção óssea no pé direito e levou um certo tempo para conseguir arriscar algumas jogadas de velocidade ao lado de Vitinho e de Taiberson. 


Tudo porque o Joinville passou a pressionar a defesa colorada. Aos 18, Marion chutou de fora da área e carimbou a trave. Aos 20, o mesmo Marion venceu a zaga colorada na velocidade, mas Artur afastou antes de o adversário chutar ao gol. 


Valorizada a primeira vitória longe de casa no Brasileirão, é hora de o Inter pensar exclusivamente na semifinal da Copa Libertadores. O treino desta segunda-feira no CT do Parque Gigante deve definir a equipe que enfrenta o Tigres, quarta, às 22h, no Beira-Rio. 


A expectativa está no aproveitamento de Eduardo Sasha desde o início do confronto. Na Arena Joinville, muito mais pela circunstância do jogo e de sua falta de ritmo de jogo, pouco pôde mostrar e fazer. A ver.


Fonte: Zero Hora

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