Comitiva de Carazinho tenta parcelamento maior de dívidas da Eletrocar

12 de janeiro de 2017

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Foto: Divulgação
Uma comitiva carazinhense esteve nesta quarta-feira (11) em Porto Alegre para tentar conseguir o reparcelamento da dívida da Eletrocar com o Governo do Estado. Tendo a frente o prefeito Milton Schmitz, as autoridades municipais sentaram junto com o secretário chefe da Casa Civil Marcio Biolchi para negociar o pagamento do ICMS ao Estado.  Com a ausência do titular da pasta, a reunião contou com a presença do secretário adjunto da Secretaria Estadual da Fazenda Luis Antônio Bins que reconheceu os altos valores a serem pagos ao governo, porém, disse que irá analisar junto a equipe da secretaria e ver a possibilidade de reparcelar as dívidas atuais, ou seja dos últimos seis meses da empresa.
Já as dívidas mais antigas, ele disse que deverá fazer outro estudo e que depende do site do Refiz, dando o prazo de até dia 20 de fevereiro para tentar isso via sistema. Contudo, ressaltou que a situação do Estado também é complicada e por isso, não deu garantias de estender o reparcelamento no prazo de 120 meses, como pretendia a diretoria.
Sem essa garantia, uma nova análise deverá ser feita na empresa, em busca de solucionar a dívida que se estende.
Na reunião estiveram presentes, além do prefeito, o vice Fernando Sant?Anna de Moraes, os vereadores Clayton Pereira, Daniel Weber, Estevão De Loreno, Fábio Zanetti e João Pedro Albuquerque de Azevedo, além do presidente da Eletrocar Rafael Sant?Anna e alguns diretores.
Dívida
Na semana que passou, os funcionários da empresa se reuniram com os vereadores para explicar sobre a dívida de R$ 18 milhões devido ao Estado por não repasse do ICMS. Na oportunidade, foi esclarecido que o valor do imposto era o único livre que podia ser atrasado e para manter os pagamentos em dia, logo foi feita uma renegociação com o estado onde a parcela crescente, onde o inicial seria de R$ 600 mil e após ultrapassando R$ 1 milhão.
Além disso, os funcionários esclarecerem sobre um contrato com um banco privado, onde consta as duas usinas (Mata Cobra e Colorado) como garantia. Segundo eles, esta foi uma forma encontrada para conseguir a renovação da concessão com a ANEEL, pois era necessário entregar uma negativa da empresa e para isso, foi feito este contrato onde a empresa se comprometia da venda como garantia de pagamento do empréstimo.
Ainda conforme os funcionários a venda das usinas daria um fôlego para a empresa, mas não seria o necessário para que ela voltasse a se equilibrar. Para isso, seria necessária também a renegociação da dívida com o Estado. Os vereadores presentes na reunião fizeram vários questionamentos em relação às informações que eram repassadas, e ficaram preocupados com o que ouviram. O fato, porém, é que a empresa não tem condições de investir em melhoria das usinas e nem mais poder de endividamento, ou seja, não possui crédito.(Emilio Arruda/Portal da Gazeta)

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