Governo garante que não tratará ocupações em escolas como caso de polícia

18 de maio de 2016

Foto: Alina Souza
O governo do Estado do Rio Grande do Sul divulgou nota, nesta terça-feira, garantindo que não tratará as mobilizações e ocupações em escolas públicas como caso de polícia. Conforme o comunicado, as questões serão tratadas como “pauta da área da Educação”, mas que pretende contar com o “auxílio de pais e familiares dos estudantes para se chegar ao consenso”.
“Desde a primeira ocupação, a Secretaria da Educação tem buscado o diálogo com as direções e os alunos, para conhecer a pauta de reivindicações”, salientou o governo. “Na maioria das vezes, trata-se de justas contribuições ao processo de melhoria da qualidade da educação pública. As demandas apresentadas são atendidas na medida do possível”, definiu a nota.
Ainda assim, o governo Sartori alertou que “cabe ao Estado preservar a ordem, a liberdade e a integridade das pessoas. O acesso dos professores e alunos às escolas deve ser preservado”. A instrução é, em caso de descumprimento, comunicação às Coordenadorias Regionais de Educação pelas direções, conforme regem as normativas em vigor.
“A Secretaria da Educação buscará, sempre que necessário, a cooperação do Ministério Público Estadual, objetivando o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente e o debate entre os estudantes e o Poder Público”, acrescentou o documento. “A finalidade é evitar confrontos ou atitudes que ponham em risco a integridade física da comunidade escolar, promovendo um ambiente saudável de diálogo e convivência”, enfatizou.
O texto não deu qualquer certeza, porém, de novos investimentos para atender algumas demandas imediatas dos alunos. “O Governo do Estado reitera que segue fazendo todos os esforços para recuperar o equilíbrio financeiro das contas públicas e espera que as condições socioeconômicas do país possam melhorar, repercutindo na arrecadação”, justifica a nota. “Esses passos são imprescindíveis para recuperar a qualidade do serviço público, mantendo em dia o pagamento do salário do funcionalismo e o repasse de verbas para as escolas.”
Fonte:Correio do Povo 

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