Japão pede que Coreia do Sul retire monumento a mulheres conforto

9 de janeiro de 2017

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Foto: Kim Sun-ho
O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, exigiu neste domingo que a Coreia do Sul retire a estátua de uma “mulher conforto” que reacendeu uma disputa bilateral que remonta à Segunda Guerra Mundial. As tensões se agravaram na sexta-feira quando o Japão chamou seu embaixador na Coreia do Sul para protestar contra a instalação em frente ao seu consulado em Busan (sul) de uma estátua em homenagem às vítimas de escravidão sexual durante a expansão japonesa.
O Japão argumenta que a estátua viola um acordo bilateral de 2015 destinado a acabar, mediante um pedido oficial de desculpas e uma indenização, com a disputa altamente emocional sobre as “mulheres conforto”. “O Japão já pagou bilhões de ienes (8,6 milhões de dólares), disse Abe em um programa transmitido neste domingo pela NHK.
A questão envenena as relações entre Seul e Tóquio há décadas. A maioria dos historiadores estimam que cerca de 200.000 mulheres asiáticas foram forçadas à escravidão sexual por parte do Japão imperialista. Procedentes da Coreia, China, Filipinas e outros países, as mulheres eram forçadas a trabalhar em bordéis do exército imperial japonês.(Correio do Povo)

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