PREFEITO VOLTA ATRÁS E DECIDE DOAR ATERRO QUE ELE CONSIDERAVA INÚTIL A CARENTES

7 de julho de 2015

Novo projeto enviado pela Prefeitura à Câmara Municipal de Vereadores estabelece nova polêmica envolvendo o prefeito e vereadores. Milhares de toneladas de aterro retirado das obras da Odebrecht Ambiental, antes considerado contaminado pelo prefeito, poderão passar a ser doadas para quase a totalidade da população. Vereador que sempre defendeu o uso do material para recuperar estradas rurais e operação tapa-buracos afirma que a medida é “eleitoreira”.
A polêmica se estende há pelo menos dois anos, quando o vereador Egídio Carvalho (PSDB) enviou o primeiro requerimento. O parlamentar queria aproveitar nas ruas e estradas vicinais e distribuição para famílias carentes, o aterro extraído das obras da empresa Odebrecht Ambiental, mas o prefeito descartava o aproveitamento do material por considerá-lo inservível e contaminado. Agora, em projeto de lei protocolado na Câmara Municipal de Vereadores em 29 de junho, o prefeito decidiu “aproveitar” em terrenos de famílias de baixa renda o que antes ele considerava inservível.
ELEITOREIRO?
“Dessa forma, a medida parece manobra política diante da proximidade do ano eleitoral”, afirmou o vereador. “Lutei e defendi essa ideia há mais de dois anos e o Executivo foi intransigente alegando que o material estava contaminado para as ruas e agora quer liberá-lo para dentro das casas quando já se aproxima 2016, o ano eleitoral”. Carvalho salienta que não é contra a distribuição que ele sempre defendeu, mas lamenta que a decisão não tenha sido tomada quando a população sofria com as agruras das inundações. O parlamentar mostra documentos comprovando a posição anterior do Executivo. Em ofício do ex-secretário de Governo e ex-presidente da comissão que fiscaliza o contrato nº. 160/2011, com a Odebrecht, Fernando Alves, informou que o aterro descartado não apresentava condições de aplicação para a finalidade desejada, conforme parecer de engenheiro civil da Prefeitura. “Apenas a porção que contém resíduo de massa asfáltica, aproximadamente apenas 30 metros cúbicos, poderia ser aproveitada para compactação. O restante, ou é inadequado, ou depende de estudos mais aprofundados para certeza de sua adequação”, afirmava o ex de Schneider.

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