Temor de Padilha por reversão de votos dá esperança ao PT

3 de junho de 2016

Tags:Brasil
Foto: Evaristo Sá
Que o PMDB e aliados estavam desde o começo empenhados em garantir o desfecho do impeachment no menor tempo possível não é surpresa para ninguém. Tampouco que apesar dos discursos da necessidade de agilizar o caso para facilitar reações como na área econômica, o foco sempre foi minimizar riscos de reação do PT e de Dilma Rousseff no Senado. O cenário, no entanto, ganhou outros contornos com a declaração do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que reconheceu o temor sobre a possibilidade de reversão nos 54 votos necessários para tornar o afastamento de Dilma definitivo.
Eliseu Padilha não é apenas o braço direito de Temer, mas ganhou notoriedade, desde a época dos governos de Fernando Henrique Cardoso, pela capacidade de articulação e previsão de placares em votações no Congresso Nacional. Padilha ponderou que, no caso de um processo difícil como o impeachment, fica complicado estabelecer qualquer estimativa com antecedência. Mas o próprio Padilha reconhecer publicamente a preocupação das cúpulas do PMDB e do Planalto foi o melhor indicativo que lideranças petistas obtiveram até agora sobre eventual revés no quadro desfavorável a Dilma.
Senadores que indicam indecisão ou mudança de posição podem estar jogando limpo ou tentando valorizar o passe, prática comum na política. Independentemente de quais sejam os casos, o PMDB não está disposto a arriscar.
Afago
Temer aproveitou o pronunciamento na posse do novo ministro da Transparência para fazer afago no Congresso. Ele afirmou que não há mais obstrução dos trabalhos, elogiou o empenho e agilidade dos parlamentares nas votações, destacou a necessidade de trabalho conjunto entre Executivo e Legislativo e encerrou com pedido de aplausos ao Congresso.(Correio do Povo)

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